quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

o meu poema é nú. o meu poema é crú.
não tem figuras de estilo. não tem rimas perfeitas,
nem imperfeitas,
não rima.
o meu poema não é poema.
são palavras. apenas palavras.

o meu poema sou eu.
nua, crua, sem figuras de estilo e sem rimas. Palavras.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

talvez não

Tem mais culpa quem nunca se explica, que tem quem nunca entende.
Em cada dia que passa, entranhamos-nos mais no nosso próprio eu, investimos na falsa certeza que, os que nos rodeiam têm o poder de ler os nossos pensamentos, e sobretudo de os entender. Mesmo que tantas, e tantas vezes, nem nós os entendamos. E, creio, que é mesmo aí o ponto fulcral da questão, nem nós os entendemos. E porque motivo? Será, que no nosso intimo, sem capas, sem títulos, sabemos que vivemos em ilusão? Será, que por meros segundos, em jeito de introspecção, conseguimos olhar no espelho e ver, na integra os nossos defeitos? Todos. Até aqueles, que nos convencemos a nós próprios que não temos; aqueles que aconteceram simplesmente, apenas por uma suposta vez, aqueles que aconteceram por um motivo valido, caso contrario nunca faríamos uma coisa dessas. Tretas. Somos todos os mesmos, com mais metáforas menos metáforas, com mais Gucci, menos Gucci.

À um bom par de meses recebi um e-mail, dos diversos que circulam de caixa de entrada, em caixa de entrada, em que a principal mensagem constava em que, nós próprios só conhecemos os defeitos nos outros, se os tivermos em nós. Obviamente, que o mesmo se passará com as virtudes. Sempre defendi a máxima, de que, cada pessoa é uma pessoa, cada caso um caso; mas, confesso, que esse mero e-mail me intrigou e me fez pensar. Só conhecemos a mentira, se já tivermos mentido. Como só conhecemos o amor, se já tivermos amado. E, infelizmente, tenho a sensação que existe mais gente a mentir, que a amar. Mas talvez seja só impressão minha, talvez...

sábado, 10 de janeiro de 2009

pontes

Continua a construir barreiras,
eu continuo a destruir barreiras.

não facilites

não expliques

não ajudes

Continua a construir pontes,
eu continuo a destruir pontes.

Na verdade são apenas as barreiras e as pontes que nos separam.

Quando deixares de as construir eu deixarei de as derrubar,
não vamos ter nada a separar-nos.
Mas as pontes que derrubo hoje, já as tive que as atravessar.

faz mais.
esconde-te mais

Quanto mais te esconderes mais te encontrarei.

sábado, 27 de dezembro de 2008

amo-te


Estamos à lareira, estás a meu lado. Sinto-te triste. A tua respiração está demasiado cansada, estás magoado. Comigo. Com as minhas atitudes, com as minhas falhas. Perguntas para que escrevo, percebo que queres um abraço. Precisas de um abraço. Do meu abraço. E eu preciso do teu abraço. Preciso de ti. Será que hoje já te disse que te amo? Mais que tudo no Mundo? Já te disse que és toda a minha vida, todo o meu ser?

Ás vezes é mais fácil escrever que falar, e hoje custa-me assumir-te que errei, como tantas outras vezes, hoje errei contigo. Eu amo-te meu anjo, para sempre. E sim, talvez me custe uma vida a dois... Mas não vou desistir. Não irei abrir mão de ti, do meu tesouro. Da minha vida.

Continuas com os olhos fixados na lenha que o fogo consome, suspiras, e mantens-te imóvel. Triste. E eu continuo a escrever, a escrever que te amo.

Desculpa.
Du bist alles für mich.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

vida

Hoje olho para todas as coisas que escrevi, para tudo o que vivemos, e só posso sorrir, só posso ter orgulho no que és e no que somos. Tem sido difícil, temos passado uma etapa complicada. Mas estamos juntos. Finalmente estamos juntos. Tanto que percorremos, tanto que conversamos, tanto que choramos, tanto que vivemos, e nada foi em vão. Nada. Tudo fez sentido, tudo faz sentido. Digo-te com todas as letrinhas e com toda a certeza também: És o homem da minha vida. Eu amo-te tanto. Desculpa nem sempre te conseguir dar o que mereces e o que te quero dar, não é por não te amar, não é por não te querer. É por me sentir perdida. Ainda não estou no meu Mundo, apenas quando estou a teu lado me sinto em casa. Tu és o meu lar, sabias? És o aconchego da minha mãe, és as gargalhadas das minhas amigas. Não te estou a substituir por ninguém, cada pessoa tem o seu lugar no meu coração, mas tu neste momento és tudo o que eu tenho. És a minha vida, e dava a vida por ti. Sempre confiei em ti, sempre. Desde o inicio, sempre mantive a convicção que eras verdadeiro, e que tudo ia dar certo. E deu.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

pó de sonhos

... e ela abriu os olhos e sorriu.
Deste-me mesmo o Mundo, meu amor.
Um abraço calmo, dançado.
Acreditas em contos de fadas?
Acredito em ti.

sábado, 15 de novembro de 2008

De mãos dadas

Esteja eu onde estiver, estaremos sempre de mãos dadas. Caminharás sempre comigo, não à minha frente, nem atrás de mim, mas sim a meu lado. E eu estarei sempre a teu lado, sempre. És parte de mim, mãe. Obrigada por tudo, por todos os conselhos, por todos os sorrisos, por todas as conversas, todas as lágrimas, obrigada por tudo. Tenho um grande orgulho em ti, na mãe maravilhosa que és, e sobretudo na Mulher fantástica que és. Sem ti, acredita, que não seria nada do que sei hoje.


Ao olhar para trás apercebo-me que se os anjos da guarda existem, o meu és tu. És o meu anjo da guarda que eu sei que nunca me abandonará. Sempre estiveste comigo, nos piores momentos da minha vida, tu estiveste lá a lutar comigo. E nos melhores momentos da minha vida estiveste lá a apoiar-me.
Dou por mim a sorrir só de pensar nas nossas maluqueiras, éramos tão felizes... Sem maldade nenhuma, só gostávamos de brincar e de nos divertir. E por coisa nenhuma fazia-mos uma enorme festa... Lembraste quando nevou no Entroncamento, e fomos beber chocolate quente à pastelaria Sta Catarina? E dos tralala's, lembraste? Em todas as minhas memórias estás sempre, sempre lá. E não só por seres minha mãe, mas sim por seres minha amiga, minha melhor amiga.


Eu sei que por norma toda a gente diz que "a minha mãe é a melhor mãe do mundo", mas a verdade é que tu és, realmente, a melhor mãe do Mundo. (Deste, e do outro). Nunca mudes, mantém sempre a tua forma de ser, sejas criticada ou não, isso é indiferente. Sê sempre genuína, como és. Eu gosto de ti assim do jeito que és.

Amo-te mãe,
sempre e para sempre.
És o meu tesouro.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Nostálgia

Estou sentada no banco. No mesmo banco. Sempre no mesmo banco. Hoje existe algo diferente no ar, cheira a nostalgia. Tudo me desperta a atenção, tudo. O velho que vai na bicicleta enferrujada que tanta vez passou por mim hoje tem importância. Tal como o carro preto que estacionou em cima do passeio, e tal como folha cor-de-laranja que rodopia no chão, em busca de uma rajada de vento mais forte, para voar mais longe, como eu. Por breves minutos parei para pensar, no que será que as pessoas que percorrem estas ruas, que durante anos eu percorri, pensam. Nos milhares de pensamentos diferentes que percorrem estas estradas. Nas emoções e nas frustrações. Quantas pessoas já se sentaram aqui, neste mesmo banco, e choraram desesperadas. Quantas gargalhadas ecoaram aqui.
Algumas pessoas passam por mim, a viver as suas vidas, a respirar o seu ar, e não me olham, não me vêm. Outras, menos concentradas em si mesmas, parecem, por segundos, olhar-me, respirar o mesmo ar que eu.

Vou ter saudades de tudo. De todos os sítios que nunca valorizei, de todos os gestos que banalizei e, sobretudo, de todas as pessoas. Todas! Boas, más... Todas as pessoas que por algum dia me marcaram, irão comigo. E desculpem-me se o Mundo girou depressa demais e não tive tempo para um abraço de "despedida".

Isto não é um adeus, é um até já. Não me vou embora das vossas vidas, vou apenas lutar pela minha, vou voar um pouco mais alto, vou lutar pelo que acredito e pelo que amo.

Não sei descrever quem sou, mas em todos vocês vejo um pedaço de mim. Obrigada por tudo, obrigado por todas as palavras, por todos os sorrisos, por todo o carinho e por todo o afecto. Guardo-vos a todos em mim, são e sempre serão parte de mim.