quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

mim


a tua mão na minha
o teu existir,
com o meu

o
nosso existir

os teus olhos nos meus
os nossos olhos
nós

um.

meu amor, seremos sempre um
nas noites quentes, frias
nos dias. nas manhãs
és parte imprescindível, única
amo-te, com corpo, com carne, com alma.
amo-te, a ti. amo-te, a ti.
amo-te, parte de mim, de mim.
de nós.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

saudade




Nem sempre as palavras fluem à velocidade dos sentimentos e das emoções, e, mesmo que fluíssem, era dificílimo escrever a falta que vocês me fazem.

“A casa da saudade chama-se memória: é uma cabana pequenina a um canto do coração.”
Coelho Neto

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

o meu poema é nú. o meu poema é crú.
não tem figuras de estilo. não tem rimas perfeitas,
nem imperfeitas,
não rima.
o meu poema não é poema.
são palavras. apenas palavras.

o meu poema sou eu.
nua, crua, sem figuras de estilo e sem rimas. Palavras.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

talvez não

Tem mais culpa quem nunca se explica, que tem quem nunca entende.
Em cada dia que passa, entranhamos-nos mais no nosso próprio eu, investimos na falsa certeza que, os que nos rodeiam têm o poder de ler os nossos pensamentos, e sobretudo de os entender. Mesmo que tantas, e tantas vezes, nem nós os entendamos. E, creio, que é mesmo aí o ponto fulcral da questão, nem nós os entendemos. E porque motivo? Será, que no nosso intimo, sem capas, sem títulos, sabemos que vivemos em ilusão? Será, que por meros segundos, em jeito de introspecção, conseguimos olhar no espelho e ver, na integra os nossos defeitos? Todos. Até aqueles, que nos convencemos a nós próprios que não temos; aqueles que aconteceram simplesmente, apenas por uma suposta vez, aqueles que aconteceram por um motivo valido, caso contrario nunca faríamos uma coisa dessas. Tretas. Somos todos os mesmos, com mais metáforas menos metáforas, com mais Gucci, menos Gucci.

À um bom par de meses recebi um e-mail, dos diversos que circulam de caixa de entrada, em caixa de entrada, em que a principal mensagem constava em que, nós próprios só conhecemos os defeitos nos outros, se os tivermos em nós. Obviamente, que o mesmo se passará com as virtudes. Sempre defendi a máxima, de que, cada pessoa é uma pessoa, cada caso um caso; mas, confesso, que esse mero e-mail me intrigou e me fez pensar. Só conhecemos a mentira, se já tivermos mentido. Como só conhecemos o amor, se já tivermos amado. E, infelizmente, tenho a sensação que existe mais gente a mentir, que a amar. Mas talvez seja só impressão minha, talvez...

sábado, 10 de janeiro de 2009

pontes

Continua a construir barreiras,
eu continuo a destruir barreiras.

não facilites

não expliques

não ajudes

Continua a construir pontes,
eu continuo a destruir pontes.

Na verdade são apenas as barreiras e as pontes que nos separam.

Quando deixares de as construir eu deixarei de as derrubar,
não vamos ter nada a separar-nos.
Mas as pontes que derrubo hoje, já as tive que as atravessar.

faz mais.
esconde-te mais

Quanto mais te esconderes mais te encontrarei.

sábado, 27 de dezembro de 2008

amo-te


Estamos à lareira, estás a meu lado. Sinto-te triste. A tua respiração está demasiado cansada, estás magoado. Comigo. Com as minhas atitudes, com as minhas falhas. Perguntas para que escrevo, percebo que queres um abraço. Precisas de um abraço. Do meu abraço. E eu preciso do teu abraço. Preciso de ti. Será que hoje já te disse que te amo? Mais que tudo no Mundo? Já te disse que és toda a minha vida, todo o meu ser?

Ás vezes é mais fácil escrever que falar, e hoje custa-me assumir-te que errei, como tantas outras vezes, hoje errei contigo. Eu amo-te meu anjo, para sempre. E sim, talvez me custe uma vida a dois... Mas não vou desistir. Não irei abrir mão de ti, do meu tesouro. Da minha vida.

Continuas com os olhos fixados na lenha que o fogo consome, suspiras, e mantens-te imóvel. Triste. E eu continuo a escrever, a escrever que te amo.

Desculpa.
Du bist alles für mich.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

vida

Hoje olho para todas as coisas que escrevi, para tudo o que vivemos, e só posso sorrir, só posso ter orgulho no que és e no que somos. Tem sido difícil, temos passado uma etapa complicada. Mas estamos juntos. Finalmente estamos juntos. Tanto que percorremos, tanto que conversamos, tanto que choramos, tanto que vivemos, e nada foi em vão. Nada. Tudo fez sentido, tudo faz sentido. Digo-te com todas as letrinhas e com toda a certeza também: És o homem da minha vida. Eu amo-te tanto. Desculpa nem sempre te conseguir dar o que mereces e o que te quero dar, não é por não te amar, não é por não te querer. É por me sentir perdida. Ainda não estou no meu Mundo, apenas quando estou a teu lado me sinto em casa. Tu és o meu lar, sabias? És o aconchego da minha mãe, és as gargalhadas das minhas amigas. Não te estou a substituir por ninguém, cada pessoa tem o seu lugar no meu coração, mas tu neste momento és tudo o que eu tenho. És a minha vida, e dava a vida por ti. Sempre confiei em ti, sempre. Desde o inicio, sempre mantive a convicção que eras verdadeiro, e que tudo ia dar certo. E deu.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

pó de sonhos

... e ela abriu os olhos e sorriu.
Deste-me mesmo o Mundo, meu amor.
Um abraço calmo, dançado.
Acreditas em contos de fadas?
Acredito em ti.