sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

sete letras


Um dia destes, entre uma longa conversa com uma amiga, confidenciei que sentia falta de Portugal. Ao que ela me respondeu: não, tu sentes falta das pessoas que deixaste em Portugal.
Na altura concordei com ela, mas, com o passar do tempo apercebi-me que são coisas distintas. E sinto falta de ambos. Sinto falta das minhas pessoas, da nossa gente, é óbvio. Mas, sinto também falta de Portugal.


As coisas mais corriqueiras do dia-a-dia ganham dimensões estonteantes. O bom dia, os dois beijinhos, o pudim boca doce, o pastel de nata, o sorriso, o “come mais um bocadinho, vá”, o mar, o fado…

Tudo. Portugal, não é apenas um país, é uma alma. A alma lusitana. A nossa alma.


Desengane-se quem pense, como eu sempre pensei, que quem sai do país se desapega das raízes; muito pelo contrário, enraizamo-nos mais, muito mais.

Ouvir falar português pelas ruas, é chegar a casa. Ler algures algo escrito na nossa língua, no meio de tantas palavras na língua de outrem, é reconfortante.

E aí, encho a boca de orgulho para dizer, eu sou Portuguesa.


Dizem que a nossa palavra saudade, é a sétima palavra mais difícil de traduzir de todo o Mundo. A verdade é que, nós, portugueses no estrangeiro, pudemos sentir todas as letras, todos os sons, todos os silêncios, todos os gemidos, todos os sorrisos e toda a dor da palavra saudade, quando nos lembramos da cor, do cheiro e do calor do nosso Portugal.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

teatral

Todos somos actores, ainda que, só alguns exerçam essa profissão.
Ao longo da vida, vestimos capas, inventamos personagens, esconde-mo-nos em nós próprios. E, o nosso eu, vai-se afundando, cada vez mais, e mais, no fundo do armário das nossas máscaras.
Ainda não há maquilhagem para alma, muito menos correctores de imperfeições de carácter.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Somos mulheres bem resolvidas

Foi com imenso gosto e orgulho que recebi este miminho da Nicole http://words-are-meaningless.blogspot.com

Regras:
1- Exibir a imagem do selo.
2- Postar o link do blog de quem recebi o selo.
3- Escolher 10 mulheres bem resolvidas e distribuir o selo.


* Inês e Rosa:
À Inês, tive o prazer de a ver crescer, enquanto cresci. De a ver amadurecer, enquanto amadureci. A Rosa, não tive o prazer de conhecer, mas pela sua escrita no blog, está mais que provado que, ambas, são mulheres bem resolvidas;

* Mariana:
A menina, mais mulher que já conheci. Uma mulher muito bem resolvida e uma estrela que ainda brilhará muito.

* Fragmentos Intemporais:
A dona deste blog, infelizmente, nem o nome sei... Mas delicio-me a viajar pelo blog, e e sem duvida uma mulher muito bem resolvida.

* T12:
Um blog, que no meu ponto de vista, está cheio de mulheres resolvidas ;)


Na totalidade, já deixei este miminho a mais de 10 mulheres bem resolvidas... que bem o merecem!


Beijinho especialíssimo para ti, Nicole :)

sábado, 24 de janeiro de 2009

longo

Longos, foram aqueles silêncios.
Longas, foram aquelas noites loucas.
Longos, foram os olhares nos corpos nus.
Longos, foram os murmúrios, os gemidos quentes.
Longas, foram as tardes de mãos dadas.

As mãos separaram-se, não há murmúrios nem gemidos quentes.
Os corpos estão vestidos, separados, e já não se olham.
As noites perderam-se por aí…

Mas, longos… longos são os silêncios.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

deixa-me chover

Sussurra-me e faz-me dançar, eu vou emprestar-te as palavras. Hoje não as sei dizer, sei-as sentir. Ouves o meu silêncio? Deixa-me chover.
Só hoje.

Abraça-me.
Sussurra-me.
Ama-me.

Calor. Suor. Silêncio.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

mascara



Esconde-te em mim, mas nunca
(mais) te escondas de mim.

mim


a tua mão na minha
o teu existir,
com o meu

o
nosso existir

os teus olhos nos meus
os nossos olhos
nós

um.

meu amor, seremos sempre um
nas noites quentes, frias
nos dias. nas manhãs
és parte imprescindível, única
amo-te, com corpo, com carne, com alma.
amo-te, a ti. amo-te, a ti.
amo-te, parte de mim, de mim.
de nós.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

saudade




Nem sempre as palavras fluem à velocidade dos sentimentos e das emoções, e, mesmo que fluíssem, era dificílimo escrever a falta que vocês me fazem.

“A casa da saudade chama-se memória: é uma cabana pequenina a um canto do coração.”
Coelho Neto