Fala-me das viagens, das pessoas... foste a correr pelo mar, nem te vi! numa triste demora de uma esperança, vi a tua alma, tão transparente a molhar a areia. avançaste pelo destino inquieto,
com o olhar de quem quer ser dono do desconhecido. flutuaste por ai, sem falar. foste iludindo as ilusões esquecidas. impediste o previsível. e venceste. deixaste tudo. mas venceste. sozinho.
louise glück / a íris selvagem
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No fim do meu sofrimento
havia uma porta.
Ouve-me bem: recordo aquilo
a que tu chamas morte.
Por sobre mim, barulhos, ramos ondulantes de pinheiro.
...
Há 1 dia

1 comentário:
Cara poeta, sempre tão calada desse jeito e fechada em si mesmo.
Sempre tão espantada e desejosa do invulgar.
Sempre tão sofrendo com o sombrio desconhecido que passa de rajada arrastando um rasto odor negro de saudade.
Lembre-se do desconhecido que bem conhece como uma pequena coisa.
Como certamente irá perceber... são elas as mais importantes.
São as que nos queimam na memória e as que estão sempre são para sempre.
Porque não dando importância propositada às pequenas coisas, está-lhes a dar isso mesmo...
Concluindo, pense em mim, cara poeta... Pense pouco, mas pense para sempre...
Santa Fé
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